v. 5 n. 8 (2025): Dossiê: A INTERNACIONALIZAÇÃO DA PESQUISA - APROXIMAÇÕES TEÓRICAS E METODOLÓGICA

O Dossiê Temático: “A Internacionalização da Pesquisa - Aproximações Teóricas e Metodológicas” (v.5, n. 8, 2025), visa dar visibilidade as pesquisas desenvolvidas em cooperação internacional nas mais diversas áreas do conhecimento, assim como propõe discutir acerca da crescente importância da internacionalização como estratégia para o avanço do conhecimento em escala global, abrangendo diversas esferas da educação, desde o ensino básico até a pós-graduação. No âmbito do ensino básico, a internacionalização ocorre principalmente através de programas de intercâmbio cultural e educacional, que incentivam o aprendizado de línguas estrangeiras e promovem o contato com diferentes culturas. Essas experiências ampliam o horizonte dos estudantes, incentivando a construção de uma cidadania global. Além disso, há uma tendência crescente de integração de currículos internacionais, que proporciona uma educação mais diversificada e alinhada às demandas globais. No ensino superior, a internacionalização se destaca como um dos principais alicerces na formação de estudantes e pesquisadores. Universidades de todo o mundo têm investido em parcerias interinstitucionais, promovendo mobilidade acadêmica, programas de duplo diploma e projetos de pesquisa em colaboração com instituições estrangeiras. Esse intercâmbio favorece a inovação ao proporcionar a estudantes e professores oportunidades de desenvolver competências interculturais e científicas. Na pós-graduação, a internacionalização é crucial para a criação de redes de pesquisa globais e para a publicação de trabalhos em periódicos de alto impacto. Práticas como programas de doutorado sanduíche, cotutelas e publicações conjuntas são essenciais para melhorar a qualidade das pesquisas e aumentar a visibilidade internacional dos pesquisadores. Autores como Jane Knight, Simon Marginson, Philip G. Altbach e Eric Beerkens têm explorado amplamente o processo de internacionalização no ensino. Jane Knight define a internacionalização como a integração de uma dimensão internacional, intercultural ou global nos objetivos, funções e práticas do ensino superior. Simon Marginson analisa como as universidades são afetadas pelas dinâmicas do capitalismo global, tornando-se cada vez mais internacionalizadas. Philip G. Altbach, por sua vez, investiga as disparidades de acesso às oportunidades de internacionalização, enquanto Eric Beerkens destaca a importância das redes de colaboração entre universidades e seus impactos na produção de conhecimento. No que tange às teorias, métodos e metodologias relacionadas à internacionalização da pesquisa, algumas abordagens se destacam. A Teoria da Interdependência, por exemplo, argumenta que a cooperação entre nações em termos educacionais e científicos pode gerar benefícios mútuos. O método comparativo é amplamente utilizado, permitindo a análise das diferenças e semelhanças entre sistemas educacionais, facilitando a identificação de boas práticas globais. Além disso, a pesquisa-ação tem se mostrado eficaz em projetos de colaboração internacional, onde pesquisadores de diferentes países unem esforços para resolver problemas locais com base em evidências científicas. A investigação qualitativa, incluindo estudos de caso e etnografias transnacionais, também é uma metodologia relevante para compreender as interações culturais e educacionais em contextos internacionais.
Dos editores responsáveis pelo Dossiê Temático (v.5, n. 8, 2025): Dr. Gabriel Vilallon (Universidad de Chile, Ciudad de Santiago-Chile); Dr. Antonio Carrillo Avelar (Universidad Pedagógica Nacional - UPN, Ciudad de México-México); Dr. Vinicius Oliveira Seabra Guimarães (PPG-EnEB IF Goiano / NPGPERC-FAP); Me. João Batista Coelho Cunha (PPGE PUC Goiás / Fac Cidade); Me. Tiago Antônio Gomes Gouveia de Sousa (PPGIDH UFG).